Qual profissão escolher?

quinta-feira, abril 04, 2013


Recebi uma pergunta anônima no meu Ask.fm pedindo para que eu fizesse um post com dicas de como escolher a profissão ideal. Achei um tema bem legal e, como esse é um tipo de dúvida que acomete muitos adolescentes, resolvi dar algumas humildes dicas. Vamos lá!?

1. Qual é/era sua matéria favorita no colégio?

Sempre digo que o primeiro passo é pensar em quais matérias você mais gosta e tem mais facilidade. Você vai melhor nas provas de matemática ou nas de português? Em biologia ou em história? Identificar a matéria que você mais se interessa é um bom começo para descobrir a profissão que mais combina com você. Claro que não é nenhuma equação exata: se gosta de matemática, deve fazer engenharia; se gosta de português, deve fazer letras. Mas é uma pista, e não pode ser ignorada.
Eu sempre gostei muito das matérias de Humanas (história, sociologia, filosofia) e de Biologia e isso me levou a ter interesse por Psicologia, que abrange todas essas matérias. Sempre gostei muito de Português também, principalmente Redação, e isso também me fez pensar em Letras e Jornalismo. (Que também tentei no vestibular).

2. Se conheça

Um exercício que pode ajudar na escolha é identificar habilidades extracurriculares. Tente responder perguntas do tipo: gosto mais de atividades em ambiente fechado ou ao ar livre, em contato com a natureza?; prefiro me relacionar com muitas pessoas ou atividades com poucos amigos?; quando abro um jornal, qual tipo de matéria eu prefiro ler?; sou uma pessoa dinâmica ou mais pacata?
Segundo especialistas, o autoconhecimento é essencial para o vestibulando conseguir projetar-se numa carreira. Por exemplo, é importante saber se você é o tipo de pessoa que valoriza mais a realização pessoal ou a segurança financeira; se é mais individualista ou está sempre preocupado em promover o bem estar social. 
Mas a decisão não pode ser baseada somente levando em conta o que você gosta de fazer. É necessário se informar sobre o mercado de trabalho e analisar, por exemplo, se a profissão ligada a suas habilidades pode atender ao que você espera para o futuro. Eu sempre quis muito Jornalismo, por gostar de escrever mas, na minha cidade, o mercado de trabalho é extremamente pequeno, a chance de eu fazer a faculdade e ficar desempregada era enorme e eu sabia que o salário também não seria compensatório. Para conseguir emprego eu teria que morar em uma cidade grande, uma coisa que eu não me imagino fazendo. Eu também teria que estudar fora para fazer Jornalismo, e todos esses fatores fizeram com que eu fosse fazer outro curso, que eu também gostava e sabia que me daria bem. Além disso, seu “dom” também pode servir para complementar o trabalho em outra profissão, que se encaixe melhor nos seus planos. Eu tenho certeza que todos os meus trabalhos da faculdade de Psicologia, artigos que eu fizer, etc, serão bons no quesito português/redação. Eu não desperdicei meu "dom".


3. Teste vocacional

Pode parecer uma bobeira e super clichê, mas quando fiz deu super certo. Se na sua escolha tem projetos de Testes Vocacionais, não deixe de fazer. Por mais que não dê 100% certo, ele pode te ajudar a ter certeza sobre o que pensava ou pode abrir sua visão para outras áreas que talvez você nem tenha pensado.
Separei alguns online:


4. Admiração não quer dizer nada

Tome muito cuidado porque admirar uma profissão não quer dizer que você vá se dar bem seguindo ela. Eu, por exemplo, sempre admirei muito médicos, mas nunca conseguiria enfrentar uma aula cheia de sangue, agulhas, cadáveres, etc., hahahaha. O mesmo acontece com Engenharia, que admiro muito, mas nunca aguentaria 2 horas de aulas de cálculo e tenho certeza que reprovaria em todas as matérias. Você pode, por exemplo, achar lindo Psicologia, mas pense se você vai se dar bem no curso, se tem o perfil, se gosta de ler bastante, entre outras coisas.


5. Já tem algo em mente? Procure se informar sobre a profissão

Muitas vezes a gente pensa que tal carreira é uma coisa e depois descobrimos que não é nada daquilo, não é mesmo!? Colete o máximo de informações que puder em sites, revistas, etc. Tente responder as seguintes perguntas: 
"O que faz o profissional? Quais são os campos de atuação? É possível se tornar proprietário de um negócio? É necessário fazer especialização depois da faculdade? Qual é a média salarial na profissão? Há trabalho para este profissional em cidades pequenas ou na minha cidade?" 
Vale compreender também as diferenças que existem entre carreiras parecidas, como Psicologia e Psiquiatria, Engenharia Florestal e Engenharia Ambiental, Química e Engenharia Química, entre outras...

6. Procure profissionais e estudantes da área

Ninguém melhor que o profissional que já está inserido no mercado de trabalho para falar sobre ele e o dia-a-dia da profissão. Se você não conhece nenhum engenheiro químico ou biólogo ou outro profissional da área que lhe interesse, peça indicação a familiares e amigos, ou fale na sua escola para que eles tentem organizar encontros, levando esses profissionais para o colégio ou os estudantes para o local de trabalho deles. Essa conversa é bastante relevante, pois o aluno pode perceber que aquela rotina profissional tem muito ou pouco a ver com a realidade dele, ou com o que ele quer para sua vida, pode saber se o salário é bom, se é uma profissão gratificante, etc. É muito legal também conversar com pessoas que estão fazendo o curso, para saber se é muito puxado, se está sendo o que a pessoa espera, etc.


7. Evite a influência direta de parentes e amigos

É comum encontrar alunos que abandonam a faculdade porque não se identificam com o curso escolhido. Em grande parte destes casos, segundo especialistas, a decepção se dá porque a escolha da profissão não partiu diretamente do estudante. Por imaturidade, muitos acabam deixando essa escolha a cargo dos pais, por exemplo. Entram na faculdade e acabam se deparando com um contexto que não tem a ver com eles. Seguem pressões, vão pelos amigos ou optam pela profissão da moda, que está no auge. E em geral, quando o aluno não escolhe por vontade própria, as características de tal curso não se alinham com as suas.


8. Esqueça a pressa

A afobação pode ser um erro na hora de escolher a carreira. Qual a diferença de se formar aos 22 ou aos 23 anos? Praticamente, nenhuma. Mas muitas vezes os alunos tem pressa e acabam perdendo tempo e dinheiro ao escolher um curso correndo, sem ter refletido profundamente sobre o assunto. O ideal, nestes casos, é avaliar a carreira com muita calma, seguindo todas as dicas que eu dei acima, mesmo que isso signifique adiar o vestibular. Vale mais fazer escolhas que durem e tragam satisfação do que fazer as coisas na pressa e ser infeliz pelo resto da vida.

Caso ainda esteja em dúvida, imagine como vai ser sua vida daqui a um, cinco e dez anos. Você se imagina fazendo esse curso? E depois de formado, consegue se ver exercendo essa profissão? 

Tive uma ideia de fazer entrevistas com vários profissionais e ir publicando aqui no blog ao longo do ano, o que acham da ideia!? Se tiverem sugestões de profissionais podem deixar nos comentários. Espero que tenha ajudado. Beijos!

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